sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Biografia por Rosemberg Cariry

PATATIVA DO ASSARÉ
(Antônio Gonçalves da Silva. 1909 - 2002)


Compositor, cantador e repentista, poeta de inspiração privilegiada, Antonio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, figura como um dos grandes nomes no panteão da poesia brasileira. Filho do agricultor Pedro Gonçalves da Silva e de Maria Pereira da Silva, Antonio Gonçalves da Silva nasceu no dia 5 de março de 1909, na cidade Assaré, no Cariri cearense. Foi criado em meio a muitas privações. Em 1913, perde um olho por causa de uma inflamação, acontecimento que lhe destinaria para o resto da vida levar no rosto a marca de “Camões”. Seu pai, que também era poeta, morreu no dia 28 de março de 1917, piorando ainda mais a situação de pobreza da família que vivia da agricultura de subsistência. A pequena propriedade rural é dividida entre os filhos José, Antônio, Joaquim, Pedro, Maria e Mercês. Desde cedo, o pequeno Antonio já trabalha na roça, junto com os irmãos, para ajudar a mãe viúva. Nas noites, à luz das lamparinas, escuta os versos de cordel soletrados pelo seu irmão mais velho. Começa a freqüentar as aulas de um mestre escola alfabetizado por meio do livro de Felisberto de Carvalho. Fica menos de seis meses na escola, mas a sua inteligência privilegiada o leva a novas leituras e torna-se uma autodidata, lendo os raros livros que lhe caem nas mãos.
Uma mudança importante acontecia na vida do jovem Antonio, quando por volta de 1925, depois de ouvir uma cantoria, pediu a sua mãe que vendesse uma cabra que possuía e, com o dinheiro, comprou uma viola, com a qual começa a fazer cantorias na região da Serra de Santana e da Serra do Quincuncá. Em 1928, seguindo o caminho de muitos nordestinos, aventura-se pela Amazônia, o sonhado “Eldorado” dos retirantes que abrigou muitas tragédias, em sua dura realidade. O jovem cantador Antonio Gonçalves reside algum tempo no Pará, onde faz cantorias com outros cantadores por colônias e assentamentos de migrantes nordestinos. Em Belém, é batizado pelo escritor José Carvalho de Brito com o sonoro nome de Patativa do Assaré. É comum os cantores nordestinos adotarem os nomes de pássaros. A nomeação do local onde nasceu “do Assaré” foi-lhe dada para diferenciá-lo de outros cantadores com nome de Patativa. De volta, em Fortaleza, é recebido na Casa de Juvenal Galeno. Tem o privilégio de conhecer o poeta das “Lendas e Canções Populares”. Patativa guarda deste encontro com Juvenal Galeno, já bem idoso e próximo da morte, uma forte emoção. De regresso ao sertão de Assaré, retoma o seu trabalho na roça e faz cantorias pela região. Lê o Tratado de Versificação, de Guimarães Passos e começa a ler os grandes clássicos da língua portuguesa: Camões, Bocage, Gonçalves Dias, Fagundes Varela, Olavo Bilac, Castro Alves, Casimiro de Abreu, padre Antonio Tomás, Antero de Quental, Guerra Junqueiro, entre outros. Mesmo não fazendo profissão da arte da cantoria, as apresentações ao som da viola, rendem-lhe algum dinheiro que ajuda na sua manutenção, notadamente nos anos de seca, como foi a grande seca de 1932. Neste ano, vendo imensos sofrimentos e tragédias das famílias retirantes, compôs um dos mais belos e pungentes poemas já escritos na língua portuguesa: “A Morte de Nana”. Casa-se, dia 6 de janeiro de 1936, com Belarmina Paes Cidrão, a dona Belinha, que morava em um sítio próximo ao de Patativa, na Serra de Santa. Desta união, nasceriam quatorze filhos, dos quais sobreviveram sete, quatro homens e três mulheres: Afonso, Pedro, Geraldo, João Batista, Lúcia, Inês e Miriam.
A década de 1930 marcou a história do Brasil com convulsões sociais e grandes mudanças políticas. Neste período, a consciência social e política de Patativa se amplia. Já com alguma influência dos movimentos revolucionários e das idéias sociais mais avançadas que sacudiam o País, começa a compor poemas que denunciam o latifúndio e o sistema de servidão imposto ao camponês, sem deixar de fazer os também os seus poemas líricos e brejeiros. Na literatura, o romance regional mostrava as feridas sociais de sua nação, com autores como Graciliano Ramos, Raquel de Queiroz, Jorge Amado, José Américo de Almeida e José Lins do Rego, entre outros. A veia satírica de Patativa do Assaré causou-lhe alguns problemas. Em 1943, acusado de desacato à autoridade, por conta de um poema satírico intitulado “Prefeitura sem Prefeito”, Patativa do Assaré é preso, mas solto logo em seguida por intervenção de seus admiradores. Volta a sua lida na roça e a suas composições poéticas cheias de lirismo e de denúncias sociais. Fazendo uso da sua viola, faz cantorias e desafios com os grandes cantadores nordestinos. Por volta de 1953, durante a grande seca, Patativa cria o poema “Triste Partida”, que se tornaria popular, cantado ao som da viola, falando da epopéia nos nordestinos expulsos da terra sertaneja para as plagas do sul (Sudeste). A música “Triste Partida” seria gravada por Luiz Gonzaga, no ano de 1964, e se tornaria um dos grandes sucessos do Rei do Baião e um hino dos nordestinos do êxodo.
Ainda na primeira metade da década de 50, Patativa começa a recitar seus poemas na Rádio Araripe do Crato, no programa de Tereza Siebra Lima, oportunidade em que foi ouvido pelo filólogo José Arraes de Alencar, que se encontrava visitando a família, na cidade do Crato. José Arraes de Alencar, maravilhado com a beleza dos versos do poeta de Assaré, incentiva-o a publicar o seu primeiro livro, “Inspiração Nordestina”, pela editora Borsói, do Rio de janeiro, em 1956. Com o livro pronto no matulão, viola nas costas, Patativa anda por todo o Ceará fazendo suas cantorias e vendendo o seu livro, para pagar a dívida que contraíra com o editor. Nesta época, faz contatos com o movimento das Ligas Camponesas e compõe poemas sobre a reforma agrária. Usando um pseudônimo, Patativa do Assaré publica poemas em jornais de esquerda que refletiam as inquietações políticas do movimento operário-camponês.
O início da década de 1960 encontra o Nordeste em plena ebulição política e social, notadamente no Pernambuco e Paraíba, onde o movimento das Ligas Camponesas ganhara grande força entre a população rural. Em 1962, a convite do seu parente, o governador Miguel Arraes, apresenta-se com outros cantadores, em Recife, ocasião em que toma conhecimento dos acontecimentos políticos e faz contatos com lideranças camponesas pernambucanas e paraibanas. O golpe militar de 1964 traz atribulações para Patativa, que vê várias lideranças do movimento camponês serem presas e é também ameaçado de prisão. Neste período, Patativa relaciona-se com a intelectualidade democrática e esquerdista do Crato, principalmente com Elói Teles de Moraes, que faz um programa de poetas populares, na Rádio Araripe do Crato. Em 1966, Patativa viaja ao Rio de Janeiro, para tratar da reedição do livro “Inspiração Nordestina”, agora acrescido do “Cantos do Patativa”, que sairá no ano seguinte, pela mesma editora Borsói (1967). Volta ao Cariri e percorre a região vendendo o seu livro. Pouco a pouco, abandona a vida de cantador e firma-se como “poeta popular”. Em 1968, é decretado o Ato Institucional no. 5, e a repressão aos movimentos culturais, populares e democráticos se faz sentir com mais força, dando início aos chamados “anos de chumbo”. Patativa alarga o seu círculo de amizade com intelectuais e políticos democráticos que militavam na oposição, no então MDB, na região do Cariri. No início da década de 1970, J. de Figueiredo Filho, presidente do Instituto Cultural do Cariri, lança o livro “Patativa do Assaré, novos poemas comentados”, com grande repercussão na região.
Em 1973, no dia 13 de agosto, Patativa é atropelado, em Fortaleza, ao atravessar uma avenida. Este acontecimento lhe causaria grandes sofrimentos e lhe deixaria com seqüelas para o resto da vida. Por volta da segunda metade da década setenta, Patativa do Assaré encontra-se com jovens do movimento cultural do Crato que faziam o “Grupo de Arte Por Exemplo” e participa de shows, performances e festivais de música e poesia. Patativa é o grande mestre desta geração que, no Cariri, fazia arte de vanguarda, amava os Beatles os Rolling Stones, a cultura “underground” e juntava-se à cultura popular em suas contestações. Neste período, a produção poética de Patativa é das mais vivas e reflete crítica mordaz ao autoritarismo da ditadura militar, o que o torna bastante popular nos grupos políticos democráticos, estudantis, operários e camponeses, notadamente no movimento da Igreja Eclesial de Base. Em 1978, por iniciativa do sociólogo Plácido Cidade Nuvens, foi lançado pela Editora Vozes, com grande repercussão nos meios intelectuais brasileiros, o livro “Cante lá que eu canto cá”. Patativa do Assaré deve à publicação deste livro o seu reconhecimento pela intelectualidade dos grandes centros e sua descoberta pela grande imprensa. Reconhecimento maior ainda viria por parte do SBPC – Congresso Brasileiro para Progresso da Ciência _ SBPC, que, em 1979, nomeia o seu congresso anual de “Cante lá que eu canto cá”, em homenagem ao poeta. Patativa participa de shows memoráveis e é aclamado por lideranças intelectuais e populares de todo o País. Atua no movimento pela anistia e pelo regresso dos presos políticos no exílio. A sua música “Canção do Pinto” torna-se uma espécie de hino libertário da anistia e da redemocratização do País. Neste período, Rosemberg Cariry inicia as filmagens de documentário sobre o poeta. Um outro documentário, já em bitola profissional de 35mm, seria dirigido por Jefferson de Albuquerque e Rosemberg Cariry, em 1983, sendo legendado em vários idiomas para exibições em festivais nacionais e internacionais. O filme ganha prêmios na Jornada Internacional de Cinema da Bahia.
No movimento “Massafeira”, em 1979, Rosemberg Cariry organizou a participação de artistas populares do Cariri. Patativa do Assaré foi a estrela maior e realizou shows, apresentando-se ao lado de Fagner e de Ednardo. Consolidou também a sua amizade com jovens compositores cearenses. Ainda na “Massafeira”, a CBS grava ao vivo um disco, o disco “Poemas e Canções”, produzido por Raimundo Fagner. Em 1980, Patativa se apresenta com Fagner em vários shows por todo o País, e a música “Vaca Estrela e Boi Fubá” torna-se um grande sucesso popular. Em 1981, Fagner produziria um novo disco de Patativa “A Terra é Naturá”. Foi neste ano que Patativa deixou a Serra de Santana e passou a morar em Assaré. Atendendo a inúmeros convites, Patativa apresenta-se em programas da Rede Globo, recebe homenagens oficiais e títulos de cidadão de várias cidades. O sucesso e o reconhecimento popular nacional de Patativa do Assaré, iniciados a partir da segunda metade da década de 70, consolidam-se no início da década de 80 e chegam ao seu apogeu em 1984, quando o poeta se faz presente em vários acontecimentos políticos e culturais, participando da campanha pelas “Diretas Já”. Por todo o Nordeste, nos palanques e nos palcos, nas universidades e nas praças públicas, nas latadas dos sertões e nas feiras, recita os seus poemas, ao lado de grandes artistas e políticos que lutam pela redemocratização do País. Uma longa entrevista com Patativa do Assaré, realizada por Rosemberg Cariry, é publicada no livro “Cultura Insubmissa” (1982). Neste mesmo livro, Oswald Barroso publica o artigo ”Patativa do Assaré – Nosso poeta do futuro” .
A conjuntura política nacional aponta para a democracia. No Ceará, esta mudança deu-se com a queda dos chamados “coronéis” e a ascensão do jovem empresário Tasso Jereissati, que foi eleito como Governador do Ceará (1986), com apoio da esquerda e de Patativa do Assaré. O reconhecimento oficial do Estado do Ceará chegaria na forma de “Medalha da Abolição”, honraria que lhe é conferida pelos “relevantes serviços prestados ao Estado”(1987). A Dra. Violeta Arraes assume a secretaria de Cultura do Estado (julho de 1988) e dá um novo impulso às artes no Ceará. Patativa passa a ser um dos grandes ícones da cultura popular, sendo colocado em alto pedestal. A entrega do diploma “Doutor Honoris Causa”, pela Universidade Regional do Cariri - URCA, em 1989, transformou-se em grande acontecimento cultural. Rosemberg Cariry produz a edição e prefacia o livro “Ispinho e Fulô” (1988) e lança ainda o disco “Patativa – Canto Nordestino” (1989). Os recitais de Patativa são grandes sucessos de público. A imprensa nacional dedica grandes espaços na divulgação do poeta e da sua obra. Os festejos do seu aniversário naquele ano de 1989 são encerrados com apresentação de Patativa do Assaré e Fagner, no memorial da América Latina, em São Paulo.
A década de 90 consolida a fama nacional de Patativa, agora com reconhecimento oficial, e dá início ao seu processo de mitificação, passando a figurar no panteão popular, onde já se eternizaram nomes como Padre Cícero, Antonio Conselheiro, Lampião e Cego Aderaldo. Seminários sobre a sua obra são organizados por universidades de todo o Nordeste. O poeta recebe títulos de “Doutor Honoris Causa” de destacadas universidades nordestinas e tem seus poemas traduzidos em vários idiomas. É iniciada uma profícua produção acadêmica sobre o poeta, destacando-se, no início do século XXI, os nomes de Gilmar de Carvalho, Tadeu Feitosa, Francisco de Assis Brito, Maria Silvana Militão, Oswald Barroso, Cláudio Henrique Sales, Luiz Tadeu Feitosa e a francesa Sylvie Debs, entre outros. É lançado o disco “Patativa do Assaré - 80 Anos de Luz”. Para escândalo dos “puristas” da cultura popular, Patativa do Assaré vira enredo de escolas de samba, tema de quadrilhas juninas e participa de novelas da Globo, ao lado de Geraldo Amâncio, a convite do ator e cantor Jackson Antunes. Patativa transforma-se assim em um “personagem” constantemente solicitado pela mídia. Em 1991, Rosemberg Cariry, por meio da Secult, viabiliza a publicação do livro “Balseiro”, antologia de poetas do Assaré, organizada por Patativa e por Geraldo Gonçalves de Alencar. Em 1993, o prof. Gilmar de Carvalho edita “Cordéis do Patativa”. É lançado o livro “Aqui tem coisa” (lançado em 1994), na I Feira Brasileira do Livro de Fortaleza. Oswald Barroso realiza o documentário “O Vôo da Patativa”, fotografado por Ronaldo Nunes, em que documenta o cotidiano do poeta e os últimos dias de vida de Dona Belinha. Dílson Pinheiro produz o CD “Patativa do Assaré – 85 anos de luz e poesia”, em 1993.
No dia 15 de maio de 1994, morre Dona Belinha, que já se encontrava doente, paralítica, em uma cadeira de rodas. A morte da esposa deixou o poeta Patativa muito abatido e, durante algum tempo, ele se recolhe à sua casa, em Assaré, sem, no entanto, deixar de produzir seus poemas, ainda belos e de grande lucidez. A humilde casa do poeta, em Assaré, vira local de verdadeiras “romarias”. Todos os dias chegam automóveis e ônibus, cheios de pessoas vindas de todo o Brasil para visitá-lo, tirar fotografias ao seu lado e ouvir os seus poemas e até mesmo seus conselhos. Patativa gostava de ficar horas recitando para estas platéias maravilhadas e gratificadas com a sua generosidade. Em 1995, o prof. Plácido Cidade Nuvens, incansável divulgador da obra de Patativa do Assaré, publica o livro “Patativa e o Universo Fascinante do Sertão”. O professor e poeta Cândido B. C. neto propões homenagens a patativa na Universidade Estadual do Ceará. O poeta recebe o “Prêmio Ministério da Cultura”, na categoria Cultural Popular. Novos seminários universitários sobre a obra de Patativa são organizados, e são lançados novos CDs com seus poemas e novos álbuns de xilogravuras com a sua vida (verdade e imaginação). Suas canções são gravadas por importantes nomes da música popular brasileira, e seu nome é dado a rádios comunitárias, centros culturais, escolas, estradas e até mesmo para rotular o lançamento de cachaça, em Juazeiro do Norte.
Pela primeira vez, Patativa do Assaré participa de uma antologia literária no Ceará, em “Letras ao Sol” (1998), organizada por Oswald Barroso e Alexandre Barbalho. Ainda no ano de 1998, no dia 10 de agosto, em sessão solene da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, Patativa recebe o título de “Cidadão paulistano”. Em 1999, com grande participação popular, a presença do povo, de autoridade e artistas, é inaugurado, pelo Governador Tasso Jereissati, o memorial Patativa do Assaré, em Assaré. No mesmo ano, em São Paulo, o radialista e pesquisador Assis Ângelo lança o livro “O poeta do Povo: vida e obra de Patativa do Assaré”.
Por ocasião da IV Bienal do Livro, no ano de 2000, Patativa do Assaré foi novamente homenageado. Doente, sem poder viajar para Fortaleza, o poeta foi entrevistado por Dílson Pinheiro, em Assaré (no memorial), ao mesmo tempo em que artistas e autoridades lhe prestavam homenagens, no palco do Centro de Convenções, em Fortaleza. A TV Ceará transmitiu este programa ao vivo, com grande audiência. Gilmar de Carvalho lança o livro “Patativa poeta pássaro do Assaré”, reunindo entrevistas que fizera com o poeta de Assaré. A professora Sylvie Debs, da Universidade Robert Schuman, de Estrasburgo, publica o seu estudo “Patativa do Assaré – Uma voz do Nordeste”. O acadêmico Tadeu Feitosa também publica entrevistas e teses sobre o poeta.
A partir de 2001, agrava-se a doença de Patativa. O poeta já não viaja e sofre com os constantes internamentos em hospitais da região. Mesmo assim, apesar da doença e do sofrimento, continua a fazer versos e divulga-os em jornais e em televisões que insistem em entrevistá-lo. No dia 8 de julho de 2002, às 18:30 horas, morre Patativa do Assaré. Todo o Nordeste chora a morte do poeta, e a notícia do seu falecimento é publicada nos maiores jornais e revistas do País, em reportagens especiais e homenagens. No dia 9, com grande participação popular e a presença de autoridades e artistas vindos de todas as regiões do nordeste, acontece o sepultamento do grande mestre da poesia brasileira. A morte é a completude. Patativa deixa a terra dos homens e entra definitivamente no território do mito, o mito mais profundo que habita a alma de um povo e se abraça com sua eternidade. Desde a sua morte, o nome de Patativa do Assaré não parou de crescer. Suas canções foram regravadas, seus livros e CDs foram reeditados. O “Festival Internacional de Trovadores e Repentistas” (2004/05) cria o “Troféu Patativa do Assaré” para homenagear os grandes nomes da poesia e da cantoria do Brasil e do exterior. Em 2007, no “XVII Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema”, em Fortaleza, acontece a estréia nacional do filme de longa-metragem “Patativa do Assaré – Ave Poesia”, de Rosemberg Cariry, numa verdadeira consagração popular, registrada pela imprensa como a “comoção Patativa”.

(Esboço biográfico anotado por Rosemberg Cariry. Fevereiro de 2009)

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